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Senado instala comissão especial do impeachment nesta segunda; Solidariedade aposta em partidos da oposição

genecias entrevistaSerá instalada nesta segunda-feira (25), no Senado Federal, a Comissão especial do impeachment, que analisará as denúncias de crime de responsabilidade da presidente Dilma Rousseff. A comissão deverá ser composta por 21 membros titulares e igual número de suplentes. A formação indicada por partidos e blocos partidários será submetida a voto em Plenário. Todos os partidos e blocos partidários já indicaram os membros da comissão. 

Para o líder do Solidariedade, deputado Genecias Noronha (CE), a oposição será bem representada nos trabalhos da comissão do impeachment.

“Somos maioria na comissão, mas não daremos trégua para a presidente e vamos impedir qualquer tipo de manobra que prejudique a condução dos trabalhos do colegiado. Dos 21 membros titulares, já temos 14 votos certos a favor do impeachment. Estaremos bem representados lá. Queremos livrar o país dessa roubalheira que desrespeita a luta diária do trabalhador brasileiro”, afirmou Noronha.

O deputado disse ainda que o Solidariedade está acompanhando o andamento do processo.

“Apesar de não termos nenhum representante do nosso partido no Senado, ficaremos atentos a todas as reuniões e os procedimentos adotados pela comissão. Os senadores são mais maduros e tenho certeza que eles terão sensibilidade para decidirem sobre o processo”, destacou o parlamentar. 

A primeira reunião, efetivamente, será na terça-feira (26).

Primeiros passos

O PMDB indicou o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) para presidir o colegiado. De acordo com ele, está sendo mantida a tradição do Parlamento para a sua escolha. 

“A escolha foi simples, pois está sendo mantida a tradição do Parlamento, por sermos o maior bloco da Casa, coube ao nosso partido [PMDB] à vaga de presidente da comissão e o PSDB a vaga da relatoria”, disse Lira.

Para a relatoria da comissão, o PSDB indicou o senador Antonio Anastasia (MG).

Entrega no Senado

Na segunda-feira (18), o presidente Eduardo Cunha entregou os 34 volumes da admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff ao presidente do Senado, Renan Calheiros.  Com 367 votos a favor do impeachment, o processo seguiu para o Senado Federal. 

“No nosso cálculo, a nossa expectativa é que o parecer do relator seja votado no plenário do Senado em 11 de maio. Estamos com o país paralisado por conta do PT”, declarou o líder do Solidariedade.

Reportagem: Polianna Furtado