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Comissão do impeachment se reúne com ministro Barroso, nesta segunda; Genecias Noronha comemora encontro

genecias noronha02Os integrantes da comissão especial encarregada de analisar o pedido de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, se encontram nesta segunda-feira (28), às 18 horas, com o ministro Luís Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Barroso foi relator da ação que definiu o rito de impeachment a ser seguido pelo Congresso Nacional.
 
Participarão da audiência com o ministro, o presidente da comissão especial do impeachment, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), os vices-presidentes Carlos Sampaio (PSDB-SP), Maurício Quintella (PR-AL) e Fernando Coelho Filho (PSDB-PE), além do relator Jovair Arantes (PTB-GO).  
 
O líder do Solidariedade, Genecias Noronha (CE), que também é membro da comissão, explicou que o encontro com Barroso será vantajoso para os trabalhos da comissão e irá trazer mais tranquilidade para analisar o processo. 
 
"É sempre bom estreitar as relações com os ministros do Supremo, principalmente, nesse momento de euforia política. Vamos respeitar as decisões da Corte. Nos trabalhos, queremos esclarecer todas as nossas dúvidas sobre as denúncias originárias dessa comissão, como as pedaladas fiscais", afirmou Noronha. 
 
Para compor a comissão, o Solidariedade indicou os deputados Fernando Francischini (PR) e Paulinho da Força (SP) para serem membros titulares e para suplentes os deputados Genecias Noronha (CE) e Laudívio Carvalho(MG).  
 
Polêmica 
 
Na última reunião da comissão, na terça-feira(22), foi negado o pedido de inclusão das informações da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS), ex-líder do governo no Senado, no processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. 
 
Na reunião anterior, na quinta-feira (17), a Câmara anexou ao pedido de impeachment, por decisão do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - com o apoio de partidos da oposição - o conteúdo da delação de Delcídio, no qual o senador do Mato Grosso do Sul faz uma série de acusações à presidente da República. 
 
Diante da possibilidade de haver questionamentos judiciais, os partidos oposicionistas acabaram recuando e concordaram com a retirada por receio de que isso poderia resultar em demora na tramitação do processo.  
Reportagem: Polianna Furtado